Arquivo para a categoria 'Uncategorized'

28
fev
10

Tsunami de 2004

27
fev
10

Sismógrafo em São Paulo registra terremoto do Chile

O mega terremoto de 8.8 graus que atingiu a costa do Chile nesta madrugada é um dos maiores tremores que já atingiram o país andino em toda a história. A intensidade do abalo foi equivalente à detonação de 1200 bombas atômicas similares à que destruiu Hiroxima em 1945 e pelo menos 500 vezes mais potente do que o terremoto de 7.0 graus que destruiu a capital do Haiti em janeiro de 2010. Enquanto no Haiti o tremor foi causado pelo deslizamento entre a placa tectônica caribenha e norte-americana, o evento do Chile foi causado pelo choque entre a placa tectônica de Nazca, a leste do epicentro e sul-americana, a oeste. Essa mesma movimentação da crosta terrestre também é a responsável pela formação da cordilheira dos Andes, que domina a face ocidental da América do Sul.

O mega terremoto ocorreu às 06h34 UTC (03h34 hora local e de Brasília), 35 km abaixo do leito submarino sob as coordenadas 35.846°S e 72.719°W, aproximadamente a 100 km a norte-noroeste de Chillan, 115 km a norte-nordeste da cidade de Concepcion e 325 km a sudoeste da capital Santiago. O evento foi seguido de uma série de aftershocks (sismos secundários que ocorrem após o tremor principal), os mais intensos com magnitude de 6.2 graus, registrado na mesma localidade e outro de 6.9 graus, na costa de Bio-Bio.

Diversos terremotos ainda estão sendo registrados na costa chilena, fazendo a costa chilena vibrar por pelo menos 5 horas. Devido à localização, intensidade e profundidade, diversos avisos de tsunamis foram gerados para a costa do Peru, Chile, Equador e Polinésia Francesa, mas até agora não há informação sobre a formação de ondas gigantes.

O tremor dessa madrugada foi sentido também em outros países andinos. Em Buenos Aires, diversos prédios foram evacuados e em Lima, capital do Peru, o tremor foi percebido nas ruas e prédios da cidade.


Terremoto registrado em São Paulo

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, moradores dos bairros da Mooca, Tatuapé, Bela Vista e da avenida Paulista procuraram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para comunicar tremores.

O tremor também foi registrado pelo sismógrafo instalado no bairro de Vila Mariana e mantido pelo Apolo11-PainelGlobal, que registrou os principais eventos ocorridos durante toda a madrugada.

Tela do programa Amaseis mostra Sismograma do terremoto do Chile,  de 8.8 graus de magnitude
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Na primeira imagem vemos a tela do software sismográfico mostrando a série de eventos, desde a chegada das primeiras ondas de compressão do tipo P, até a chegada das ondas do tipo S e de superfície.

Sismograma terremoto do Chile, de 8.8 graus de magnitude
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A segunda imagem mostra o registro com mais detalhes. O gráfico revela que as ondas de compressão do tipo P chegaram ao centro de São Paulo as 06:39:07 UTC enquanto as ondas do tipo S, por viajarem mais lentamente atingiram a estação 377 segundos depois, as 06:45:24 UTC. A distância aproximada do epicentro até a estação é obtida multiplicando-se a diferença entre os tempos de chegadas das ondas P e S por 8, o que dá cerca 3016 quilômetros.

Sismógrafo Apolo11 Painelglobal
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Além do terremoto principal, a série de aftershocks também foi registrada pelo equipamento. Acima vemos o sismógrafo do Apolo11, instalado no bairro de Vila Mariana, em São Paulo


Direitos Reservados
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Fonte: Apolo11 – http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?posic=dat_20100227-112359.inc

27
fev
10

Terremoto de 8,8 no Chile

26
fev
10

Iceberg gigante pode alterar correntes oceânicas, dizem cientistas

Fragmento se desprendeu após choque com outro iceberg.
Fluxo de águas geladas profundas seria bloqueado.

Um iceberg de 2,5 mil km² de superfície e 400 metros de altura que se desprendeu do Glaciar Mertz (Antártida) há duas semanas pode alterar as correntes oceânicas em longo prazo, afirmam cientistas. O efeito da lenta jornada do superfragmento, que está flutuando ao sul da Austrália, seria um bloqueio do fluxo de águas profundas, geladas e ricas em sal. Além disso, o iceberg pode perturbar a biodiversidade excepcionalmente rica da região, especialmente colônias de pinguins.

O iceberg se desprendeu após um choque com outro, conhecido por B9B, que se separou do continente antártico em 1987.

Os glaciares são “rios de gelo” que escoam das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma. Plataforma é a extensão plana, flutuante, dos mantos de gelo, com espessura de 100 a 1.000 metros. Um manto de gelo é a capa de até 4 quilômetros que cobre a rocha. Flui do centro do continente em direção à costa, onde alimenta plataformas.

Foto: Governo da Austrália / AP 07-01-2010

Em imagem de satélite divulgada pelo governo australiano, o iceberg B8B (à dir.) se aproxima da ‘língua’ do Glaciar Mertz (à esq.). A colisão posterior criou o novo iceberg (Foto: Governo da Austrália / AP 07-01-2010)

“A língua de gelo (o Glaciar Mertz) estava quase desprendida, pendurada como um dente frouxo”, afirmou Benoit Legresy, glaciologista do Laboratório de Geofísica e Investigação Oceanográfica de Toulouse que monitora o Glaciar Mertz há uma década, em estudo realizado em parceria com cientistas australianos.

Globo.com

15
fev
10

Rússia lançará novo telescópio que poderá substituir o Hubble

Os americanos que se cuidem: um novo observatório que poderá substituir o telescópio espacial Hubble entrará em operação em 2013. Liderado pela Rússia, o projeto é uma parceria entre a Espanha, Alemanha, Ucrânia e China e foi apresentado na última semana pela Universidade Complutense de Madri, UCM. Segundo a apresentação, o novo equipamento será colocado em órbita a 35800 km de altitude e vai permitir observações sem interferência da atmosfera no comprimento de onda do ultravioleta.

Telescópio WSO

Batizado de World Space Observatory – Ultraviolet, WSO-UV, o novo instrumento permitirá aos astrônomos conhecerem melhor a composição e a distribuição do material intergaláctico, a evolução química do Universo e analisar a atmosfera de outros planetas e estrelas.

O Hubble, lançado em 1990, foi o primeiro telescópio no espaço que conseguiu captar imagens de fenômenos jamais registrados. Há menos de um ano, em maio de 2009, uma missão do ônibus espacial Atlantis alcançou o Hubble para realizar trabalhos de concerto e upgrade no telescópio, que corria grande risco de ser desativado depois de quase 20 anos de funcionamento. Depois de restaurado, o telescópio voltou a enviar dados para a Terra e a Nasa pretende mantê-lo em operação até 2014.

A Rússia deve atuar depois do fim da missão Hubble e seu telescópio será o único observatório com capacidade para espectroscopia em ultravioleta no seguimento entre 100 nm e 320 nm (nanômetros), impossibilitada de ser feita devido à absorção da atmosfera terrestre. Segundo seus idealizadores, o equipamento deverá funcionar entre 2013 e 2023.

O novo observatório contará com um telescópio de 1.7 metros de abertura, que apesar de ser menor que o telescópio Hubble terá maior capacidade de análises espectroscópicas. Segundo informações colhidas no site do projeto, o WSO será equipado com três espectrômetros de alta e baixa resolução fabricados na Alemanha e na China, além de câmeras de alta sensibilidade nos espectros visível e ultravioleta.


Órbita e Controle
Outra diferença com relação ao Hubble será o tipo de órbita em que o WSO será colocado. Enquanto o Hubble completa uma revolução ao redor da Terra a cada 97 minutos a 560 km de altitude, o novo observatório permanecerá a 35800 km de altitude e completará uma volta a cada 24 horas, permanecendo sempre sobre a mesma região do planeta, em uma órbita chamada de geosíncrona. Devido à inclinação orbital de 51 graus acima do equador, o WSO não permanecerá sempre sobre a linha do equador, mas descreverá um “8″ acima da Europa, como mostra a figura abaixo.

Órbita geosincrona

Depois de lançado, dois centros vão deverão dividir as operações de controlar o novo telescópio. Um deles será instalado no Instituto de Astronomia da Academia de Ciências Russa e outro na Escola de Estatística da universidade de Madri.


Foto: No topo, concepção artística do novo telescópio ultravioleta que entrará em operação a partir de 2013. Acima, diagrama orbital do observatório acima da linha do equador. Crédito: Universidade Complutense de Madri, UCM e World Space Observatory-Ultraviolet – WSO-UV .

14
fev
10

Filmes pós 2012…

Filmes parecem um treinamento de como sobreviver após 2012 …

26
jan
10

Obama receberá perguntas pelo YouTube

O presidente dos EUA promete responder questões pelo portal de vídeos, na próxima semana

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá perguntas do público pelo YouTube sobre seu discurso do Estado da União nesta quarta-feira (27) e as responderá online na próxima semana, informou a Casa Branca.

O diretor de Novas Mídias da Casa Branca, Macon Phillips, explicou em um post no blog da Presidência que as perguntas podem ser enviadas ao YouTube.com/CitizenTube assim que o discurso ao Congresso começar, às 21h locais (0h de Brasília).

Phillips afirmou:

- Temos o prazer de anunciar que o presidente Obama usará a web para oferecer ao público uma forma direta e participativa de se comunicar com ele.

Phillips explicou que a Casa Branca quer com isso garantir que o discurso do Estado da União atinja o maior número de pessoas.

Ele acrescentou que as perguntas feitas por meio do portal de vídeos YouTube serão respondidas por Obama na próxima semana “em um ato especial on-line, ao vivo da Casa Branca”.

Copyright AFP – Todos os direitos de reprodução e representação reservados

R7

15
jan
10

Brasil não pode descartar fortes tremores, diz especialista

A hipótese de um terremoto de consequências graves no Brasil é muito rara mas não pode ser descartada, segundo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis- UnB). Em entrevista à BBC Brasil, França enumera uma série de fatores que poderiam influenciar no resultado de um tremor em território brasileiro, como o aumento da densidade populacional, a falta de estruturas resistentes a abalos e comparações com catástrofes ocorridas em locais com características geológicas semelhantes.

Um dos exemplos citados pelo especialista é a série de terremotos que atingiu a cidade de New Madrid, hoje no Estado americano do Missouri, entre 1811 e 1812. Os tremores chegaram a ser sentidos em Nova York e Boston, a milhares de quilômetros de distância.

“Esses abalos atingiram até 8,2 graus na escala Richter em uma área que fica no meio da placa norte-americana e não nos seus limites, onde é mais comum ocorrerem terremotos fortes”, disse França. “Deveria servir de alerta para o Brasil porque o país também está no meio de uma placa, a sul-americana, cujos limites estão no meio do Oceano Atlântico, a leste, e na costa dos países do Pacífico, a oeste.”

Mais pessoas
Desde o início das primeiras medições instrumentais, no início da década de 50, o tremor mais forte já registrado no Brasil atingiu 6,2 graus e ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos (MT). “Hoje, a concentração demográfica da região é muito maior, então dá para se imaginar o que pode acontecer se houver um terremoto igual novamente”, afirmou França. “E vai haver outro. Não sei quando – posso até nem estar mais vivo – mas vai haver.”

Segundo o especialista, a qualidade das construções também precisa ser revista para se reduzir a possibilidade de uma catástrofe. “É preciso lembrar que no Brasil um terremoto entre 4,0 e 5,0 graus tem um impacto muito forte, já que não temos a estrutura do Japão e dos Estados Unidos para fazermos construções mais resistentes a abalos, e porque falta uma boa fiscalização das construções”, afirmou o especialista.

Em 2007, um tremor de 4,9 graus atingiu as cidades de Caraíbas e Itacarambi (MG), destruindo várias casas e matando uma menina de 5 anos. Foi a primeira vez que um tremor deixou uma vítima fatal no país. “Essa morte ocorreu porque a casa onde a menina morava não estava preparada para o sismo”, explicou França.

Investimentos

Já para o britânico Julian Bommer, professor de avaliação de risco de terremotos do Imperial College, de Londres, a frequência e a intensidade dos tremores no Brasil não justificam um investimento em estruturas específicas para resistir a abalos. “É melhor gastar com a proteção a incidentes mais comuns e urgentes no país, como a violência e as inundações”, afirmou ele à BBC Brasil. “Apenas para estruturas mais críticas, como barragens e usinas nucleares, deveria se investir em construções anti-sísmicas.”

Bommer, no entanto, endossa a ideia de que, apesar de ser uma possibilidade muito pequena, o Brasil pode estar sujeito a um terremoto de consequências graves. “É preciso lembrarmos que os tremores ocorrem em intervalos que podem ser de séculos, e que nos 500 anos do Brasil ainda não se experimentou um abalo muito forte”, explicou.

fonte: terra

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Sismicidade Brasileira

A idéia propagada por muito tempo de um Brasil essencialmente estável, livre da ocorrência de terremotos é errônea. A sismicidade brasileira é modesta se comparada a da região andina, mas é significativa porque aqui já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5,0 indicando que o risco sísmico em nosso país não pode ser simplesmente ignorado.

Dezenas de relatos históricos sobre abalos de terra sentidos em diferentes pontos do país e eventos como o do Ceará (1980/mb=5.2) e a atividade de João Câmara,RN (1986/mb=5.1) mostram que os sismos podem trazer danos materiais, ocasionar transtornos à população e chegar, em alguns casos, a levar pânico incontrolável às pessoas.

Afortunadamente, tremores maiores como o de Mato Grosso (1955/mb=6.6), litoral do Espirito Santo (1955/mb=6.3) e Amazonas (1983/mb=5.5) ocorreram em áreas desabitadas.

Mas os terremotos podem surgir a qualquer momento e em qualquer lugar. Assim, não é impossível que algum dia um sismo de conseqüências graves acabe por atingir uma cidade brasileira. A sismologia ainda não consegue predizer com sucesso os terremotos, eles podem acontecer a qualquer hora  e lugar.

Magnitude

>= 6.5
5.5 – 6.4
4.5 – 5.4
3.5 – 4.4

Intensidade

>= IV
<   IV
Zona de sismos profundos

Este mapa contém dados sobre tremores de terra, com magnitude 3.0 ou mais, ocorridos no Brasil, desde a época da colonização, até 1996. As informações mais antigas, indicadas por triângulos, são chamadas históricas, e foram obtidas após um longo e minucioso trabalho de pesquisa em bibliotecas, livros, diários e jornais. O livro “Sismicidade do Brasil” de J.Berrocal et all,1984, contém detalhes destas informações.

Os dados epicentrais, indicados por círculos, são relativamente mais novos e foram obtidos por equipamentos sismográficos.

Por que são poucos e normalmente pequenos os  tremores de terra no Brasil

A teoria da Tectônica de Placas ensina que as regiões onde acontecem mais terremotos correspondem as bordas ou limites das placas e, no interior das mesmas, a sismicidade é relativamente mais branda, porque o acúmulo de esforços, que acaba produzindo o terremoto ocorre de forma mais lenta. Neste contexto, o Brasil teve a “sorte” de situar-se praticamente no interior da Placa Sul-Americana, distante de seus bordes leste e oeste, respectivamente representados pela Cadeia Meso-Atlântica e a zona de subducção da faixa andina.

Comparativamente, o Acre é o estado que apresenta o maior nível de atividade, tanto em número quanto no tamanho dos sismos, mas sua origem é distinta da sismicidade do restante do país. Para explicar este fato é preciso considerar que, o movimento relativo entre a Placa de Nazca, que mergulha por debaixo da Placa Sul-Americana, produz constantes terremotos cujos focos vão se aprofundando da costa do Pacífico, em direção ao interior do continente (veja o texto sobre Tectônica de Placas). Na área correspondente ao limite entre o Perú e o estado do Acre, os terremotos acontecem a grandes profundidades e, mesmo os de maiores magnitudes, têm seus efeitos na  superfície do terreno.

A grande parte dos sismos brasileiros é de pequena magnitude (   4.5). Comumente eles ocorrem a baixa profundidade (   30 km) e, por isso, são sentidos até poucos quilômetros do epicentro. Este é, quase sempre, o padrão de sismicidade esperado para regiões de interior de placas. No entanto, a história tem mostrado que, mesmo nestas “regiões tranquilas”, podem acontecer grandes terremotos. O leste dos Estados Unidos, com nível de atividade sísmica equivalente a do Brasil, foi surpreendido, no século passado, pela ocorrência de super-terremotos  com magnitudes em torno de 8.0.

É preciso investigar regiões intra-placas com maior detalhe em nível global. Pouco se sabe, ainda, sobre o estado de esforços nestas áreas. Considerando que nelas, são mais longos os períodos de recorrência de grandes terremotos, as regiões intra-placas se tornam, também, áreas potencialmente perigosas para sismos catastróficos.

fonte: unb

03
dez
09

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